• Visual: Nota 80
  • Jogabilidade: Nota 85
  • Áudio: Nota 80
  • Diversão: Nota 75

Lançado originalmente para o PlayStation 2 em 2006, Tales of the Abyss faz parte de uma escola de RPGs em processo de extinção. Um dos poucos títulos a existir à parte das regras criadas porFinal Fantasy e Dragon Quest, o game deixa de lado protagonistas melancólicos e sistemas de evolução confusos, favorecendo uma trama fácil de acompanhar e heróis carismáticos.

 

Tendo como cenário o planeta Auldrant, o jogo conta a história de Luke For Fabre, um garoto nobre criado em isolamento que se vê forçado a sair da solidão de sua mansão e enfrentar o mundo real pela primeira vez. Confira abaixo nossas impressões sobre a adaptação feita pela Namco Bandai para o portátil da Nintendo.

 

Aprovado

Combates envolventes

Tales of the Abyss mantém o mesmo sistema de combate em tempo real característico dos outros games da série, adicionando refinamentos que evitam que ele se torne repetitivo. Todos os inimigos da aventura são mostrados na tela, o que permite a você evitar batalhas desnecessárias — tome cuidado, pois, assim que uma criatura enxerga o grupo, ela parte para cima dos heróis em grande velocidade.

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Os confrontos em si acontecem em um cenário à parte, no qual o jogador assume o controle completo de um dos personagens. Todos os ataques são feitos em tempo real, em um sistema que em nada se difere de um jogo de ação comum. Além dos golpes normais, você conta com poderes especiais que podem ser acionados pressionando um único botão e habilidades que permitem desviar dos adversários ou diminuir os danos recebidos, entre outras opções.

Embora você só controle um dos heróis durante as batalhas, a qualquer momento a ação pode ser pausada para que você selecione um item ou mande algum membro acionar uma habilidade específica. A tela sensível ao toque do 3DS surge como uma bela ajuda nesse momento, servindo como uma área através da qual você pode acionar facilmente ações configuradas anteriormente.

Estilo de arte chamativo

Mesmo sendo uma produção de 2006, Tales of the Abyss chama a atenção por seu visual bem cuidado, que se adapta muito bem à tela do portátil da Nintendo. O estilo de arte do título merece atenção especial, colaborando para a criação de um universo com características próprias e personagens com atributos facilmente identificáveis.

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Personagens cativantes

A trama de Tales of the Abyss está longe de apresentar grandes revelações, seguindo um rumo bastante típico do gênero RPG japonês. O que faz com que ele se diferencie nesse quesito e chame a atenção são as figuras que constituem o seu grupo de aventureiros e a maneira como elas interagem com o mundo ao redor.

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Até mesmo a mascote Mieu (que parece saído de um capítulo da franquia Pokémon) possui um carisma todo próprio, que fica evidente principalmente nas cenas em que ele é maltratado pelo protagonista Luke. Vale mencionar o sistema “skits”, que estabelece falas entre os guerreiros que aprofundam muito o relacionamento entre eles — pena que, na versão ocidental, esses segmentos não tenham ganhado nenhuma espécie de dublagem de voz.

Melhor que o original

A transposição de Tales of the Abyss para o Nintendo 3DS corrige muitos dos problemas encontrados na versão PlayStation 2 do jogo. Isso fica especialmente evidente durante as batalhas, nas quais a quantidade de slowdowns foi reduzida de maneira notável. Além disso, o fato de a mídia utilizada ser um cartucho fez com que os tempos de carregamento entre uma tela e outra sejam bem mais rápidos no portátil.

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Reprovado

3D inconveniente

Um dos grandes atrativos do Nintendo 3DS, a possibilidade de visualizar conteúdos em 3D, em nenhum momento traz benefícios para Tales of the Abyss. Enquanto os gráficos da aventura em duas dimensões apresentam detalhes que surpreendem mesmo levando em conta a idade da produção original, todos eles simplesmente somem ou perdem qualidade quando o efeito tridimensional é ativado.

Falta de adaptação ao portátil

Um dos pontos em que o jogo falha é não levar em conta as características portáteis do sistema para o qual foi adaptado. Embora os pontos em que é possível salvar a aventura não estejam muito distantes entre si, Tales of the Abyss é um game que definitivamente não foi feito para se aproveitar em pequenas doses, o que faz com o jogador sinta a falta de uma opção que permita gravar o avanço a qualquer momento.

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Nada de novo

Quem já é fã de jogos de RPG produzidos no Japão não vai encontrar nada de realmente novo aqui. O game segue à risca a maioria das convenções do gênero e em nenhum momento traz mudanças substanciais para a fórmula típica da série. Dessa forma, quem não vai com a cara desse estilo de produção dificilmente vai ter motivos para se aprofundar na aventura.

 

Vale a pena?

Tales of the Abyss pode ser considerado um dos primeiros títulos relevantes da biblioteca de RPGs do Nintendo 3DS. Embora a Namco Bandai não tenha investido em uma produção totalmente original para o console, felizmente o capítulo da saga escolhido para dar as caras na plataforma é uma das melhores produções com o nome Tales já criada até hoje.

 

Caso você procure um RPG japonês repleto de elementos tradicionais ao gênero e um sistema de batalhas frenético e bastante envolvente, o game é a resposta perfeita para seus desejos. Mesmo na telinha pequena do aparelho os gráficos do título brilham, especialmente por seu estilo de arte único.

Apesar das qualidades, Tales of the Abyss perde muito ao não levar em conta as características próprias da plataforma. Além de o 3D ser um efeito dispensável, o grande intervalo entre pontos em que a aventura pode ser salva incomoda muito em alguns momentos.

No geral, o jogo é uma ótima adição para a seleção de títulos ainda bastante escassa do Nintendo 3DS. Caso você seja um fã de RPGs repletos de personagens carismáticos e não dê muitas atenções aos pequenos erros de design, essa é uma aventura em que vale a pena entrar.

Fonte: Baixaki jogos

Fable: Heroes

10.05.12

  • PONTOS POSITIVOS
  • Divertido para os mais jovens
  • Tabuleiro de evolução
  • Referências à série
  • PONTOS NEGATIVOS
  • Simples demais
  • Muito linear
  • Só é bom no multiplayer

CONSIDERAÇÕES

“Fable: Heroes” é uma versão extremamente simplicada da popular franquia de RPG da Lionhead. O jogo deixa praticamente todos os elementos importantes da série de lado, como a liberdade de exploração e o enredo. Em seu lugar, oferece pouco mais do que muito pancadaria. Os cenários são cheios de referências aos outros “Fable” e os fantoches de heróis como Reaver, Hammer e Garth tem um certo charme, mas é só.

É um game divertido para os jogadores mais novinhos, que podem apreciar esmagar botões por algumas horas e chutar galinhas em mini-games aqui e ali, mas não espere por mais do que isso.

INTRODUÇÃO

Os games da série “Fable” nunca se levaram muito à sério, mas “Heroes” dá um passo além na direção da diversão sem compromisso. Um passo, talvez, grande demais. O jogo, que parece uma coletânea de mini-games, é um ‘beat’n up’ bem simples. Os heróis avançam pelas fases distribuindo pancadas em tudo que vier pela frente e coletam moedas que podem ser usadas para liberar novos personagens ou melhorar atributos em uma espécie de jogo de tabuleiro.

PONTOS POSITIVOS

  • Divertido para os mais jovens

  • Quem procura um game divertido para brincar com o irmão mais novo ou filhos pequenos, vai encontrar em “Fable: Heroes” uma boa opção. O game é simples e dá para ir do começo ao fim pressionando só o botão de ataque, sem se preocupar com estratégias, esquivas ou complexos sistemas de magia.

    A pancadaria é estilizada e não tem nada de violenta. Os minigames de corrida e de chutar galinhas – piada recorrente em todos os “Fable” – certamente vão entreter os jogadores mais novinhos, assim como o visual colorido do jogo.

  • Tabuleiro de evolução
  • Em “Fable: Heroes” os personagens ganham moedas durante as fases e correr para pegar todas antes que sumam é parte da brincadeira. Essas moedas são gastas na evolução dos personagens, em uma espécie de jogo de tabuleiro.

    Aqui, cada jogador rola dados para avançar pelas casas. Cada casa corresponde a um grupo de habilidades, como ataques contra certos tipos de criaturas, novos movimentos e personagens extras.

    Casas secretas são liberadas conforme o jogador avança no game como um todo, desbloqueando Conquistas ou adquirindo todas as habilidades de outras casas. É simples, mas ao mesmo tempo, envolvente para quem não consegue resistir à completar tudo que um jogo oferece.

  • Referências à série
  • O jogo é cheio de referências à série, coisa que os fãs de “Fable” saberão apreciar. Os estágios são inspirados em cenários dos games anteriores, como os cemitérios dos Hollow Men e as cidades de Bowerstone e Aurora. A tela de créditos é um estágio com os nomes dos desenvolvedores, com várias passagens importantes da série retratadas ao fundo.

PONTOS NEGATIVOS

  • Simples demais

  • Ao simplificar as mecânicas de “Fable”, “Heroes” deixa de lado coisas como a história e a exploração de cenários. Não há nenhum enredo, são fantoches que percorrem o cenário em linha reta, distribuindo sopapos nos inimigos e coletando moedas.

    “Heroes” se concentra nos combates entre heróis e monstros. O jogador conta com um ataque rápido, um ataque mais forte, esquiva e um golpe especial para encarar as criaturas que infestam os estágios.

    Na prática, você só usa o ataque rápido. Pressiona o mesmo botão do começo ao fim de cada fase e chega inteiro no final. O ataque forte é inútil, pois demora demais para ser executado. Os outros movimentos só são necessários mesmo na segunda metade do game, a uma versão sombria e mais difícil – mas não muito – dos estágios do game.

  • Muito linear
  • Os estágios de “Fable: Heroes” são linhas retas, geralmente com uma bifurcação no fim, que leva para uma luta com um chefão ou um mini-game de corrida ou de chutar galinhas ou coisa parecida. Não há aqui a exploração do cenário que você encontra em outros “Fable”. Paredes invisíveis bloqueiam o caminho e impedem que você colete moedas que cairam para fora da estrada, por exemplo.

    Os estágios são curtos e avançar em “Heroes” é fácil e simples. Mesmo as lutas com os chefes não oferecem grandes desafios: você bate, bate e bate. O chefao invoca vários monstrinhos. Você acaba com eles e repete a operação até derrotar o adversário.

  • Só é bom no multiplayer
  • Jogar “Fable: Heroes” com amigos é divertido, principalmente pela disputa pelas moedas deixadas pelos inimigos ou por objetos destruidos durante a aventura. Agora, jogar sozinho é outra história: você é acompanhado por 3 personagens que são eficientes na hora da briga, mas que não competem pelas moedas ou pelos baús com itens especiais.

    Basicamente, eles ficam olhando seu personagem e esperando que voce pegue as coisas. É bom para acumular pontos, sem dúvida, mas ao mesmo tempo, o jogo perde boa parte da graça.

Fonte: Uol jogos

Closure

09.05.12

  • Visual: Nota 90
  • Jogabilidade: Nota 75
  • Áudio: Nota 85
  • Diversão: Nota 95

Lançado no final de março na PlayStation Store, Closure é um puzzle de plataforma criado pelaEyebrow Interactive que utiliza a mesma mecânica de um jogo em Flash com o mesmo nome, criado em 2009 pelos mesmos desenvolvedores.

A premissa é bastante simples. Enquanto todos os ambientes são tomados quase que completamente pela escuridão, o protagonista anônimo utiliza fontes de luz espalhadas pelos cenários para iluminar os cenários.

Contudo, a luz não serve apenas para mostrar o que se esconde no breu, mas também para validar a sua existência. Ou seja, em Closure, tudo aquilo que não é tocado pelos raios luminosos simplesmente não existe. Deste modo, se uma parede impede que você chegue ao seu objetivo, uma forma de atravessá-la é simplesmente escondê-la nas sombras – algo que pode parecer estranho inicialmente, mas é bastante simples.

Aprovado

Caminhe em direção da luz

Se pedir para que alguém vá pela sombra no cotidiano significa para ela tomar cuidado, aqui é justamente o contrário. Afinal, cair no meio da escuridão em Closure significa nada menos do que perder-se no nada eterno.

Para evitar isso, o game oferece diversas formas de manusear a luz com as quais você terá de se preocupar caso deseje dominar todos os seus níveis. Há desde mecanismos ativados quando iluminados até lâmpadas que podem ser direcionadas para iluminar a parte do cenário que te interessa no momento.


Justamente por conta deste conceito inovador, Closure é um jogo viciante, cujos desafios são capazes de fazer qualquer um jogá-lo por muito tempo sem cansar. Afinal, seus estágios são bastante variados e oferecem desafios na medida certa.

Dificuldade para todos os gostos

Uma reclamação constante a respeito dos jogos atuais refere-se à dificuldade muito baixa dos games. Há dúzias de checkpoints e indicações na tela que tiram o trabalho dos jogadores de pensar em uma solução aos problemas apresentados e que não causam prejuízo algum caso erros sejam cometidos durante as partidas.

Closure consegue conciliar isso com uma apresentação agradável e convidativa. Não há limite de tempo para completar os estágios, assim como também há tentativas ilimitadas. Deste modo, é possível levar o tempo que for necessário para completar seus objetivos sem que o game ofereça a resposta de bandeja após minutos de aperto.

Ao mesmo tempo, também não é preciso temer o nível de desafio do game. Enquanto a dificuldade cresce gradualmente conforme o progresso do jogador, em nenhum momento a solução é absurda. Basta tentar encontrar a solução por conta própria, contendo o desejo de procurá-la no YouTube.

Mistério no ar

O clima sombrio é uma das principais marcas de Closure. Enquanto os cenários são simples e raramente são totalmente iluminados, a trilha sonora que acompanha a jogatina ajuda ainda mais a aumentar o clima de mistério do jogo.

Isso tudo confere bastante tensão durante as fases. Deste modo, o jogador sabe onde deve ir e quais os meios que terá de utilizar para alcançar os objetivos. Contudo, até que isso seja realizado, o suspense é

garantido pela fantástica ambientação produzida pela Eyebrow Interactive.Durante a campanha, o mistério de sua jornada também garante fascínio pela aventura. Por que a escuridão engole todos que caem dentro dela? Quem é o personagem amorfo? Qual é a história desses ambientes? Tudo isso não chega a ser respondido, mas oferece a oportunidade ao jogador de enfrentar o desconhecido em uma experiência bastante única e instigante.

Reprovado

Pensa rápido!

Um dos grandes destaques de Closure é a habilidade com que os desenvolvedores conseguiram criar um game que exige soluções complexas utilizando poucos e simples comandos. Afinal, é possível caminhar, saltar e segurar objetos, nada mais.

Claro que tudo isso tem a ajuda de alguns fatores ambientais, como locais em que não se pode largar o objeto que o personagem está segurando, por exemplo. Tudo isso adiciona bastante diversidade a um game bastante criativo.

Contudo, nas situações do jogo em que a velocidade é essencial para o sucesso, podem ocorrer alguns problemas com os controles do jogo. Em determinado estágio, por exemplo, é preciso impedir que um barril role por cima de um globo de luz no meio da fase. Se você é obrigado a recomeçar a tarefa pela quinta vez porque os controles não ajudam, a situação começa a se tornar bastante frustrante, para dizer o mínimo.

Vale a pena?

Mesmo em sua versão para Flash, Closure é um game que se destaca pela originalidade e simplicidade de sua mecânica, assim como pelo grau de desafio proposto pelos seus mais diversos estágios.

No PlayStation 3, a Eyebrow Interactive utilizou a mesma base do clássico do Newgrounds para criar um game extenso com mais de 80 níveis distintos. Tudo isso sem tornar-se repetitivo ou cansar o jogador.

Mesmo sendo uma frequente causa de irritação, isso raramente é culpa do jogo, mas apenas de uma das inúmeras tentativas de encontrar a solução para um determinado estágio. Deste modo, principalmente para quem gosta de quebrar a cabeça com jogos do gênero, Closure é altamente recomendável e não deve passar em branco – a não ser que você seja o tipo de jogador que procura a resposta na internet toda vez que empaca em alguma fase.

Fonte: Baixaki jogos

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